mARviLHa dE PerNAs
e
abriram-se as portas
e a senhora entrou no Metro,
plena de graça,
frescura,
encanto.
E...
sentou-se no banco à minha frente
cruzando as lindas...
que olhando, acariciei num beijo
abafando um grito índio
pasmado...
amando as perfeitas,
formosas!
Delicadas, mimosas
brandas
mornas e
ternas,
sonho... Nossa Senhora!
Que maravilha de pernas!...
E só quando a respiração voltou
a senhora me notou
e compôs a saia
escondendo o que se mostra a todos
mas só na praia,
ou na cama
quando se ama,
corando de olhos no chão
como ocultando algo imoral!
Beleza celestial!
Claro, que eu, não protestei,
mas muito... muito cheio de pena
isso sim. Fiquei!
joa d'Arievilo
Lisboa, ano de 1988

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