E quando morre um
Falam dele qual meta
E vivo houvera nenhum!
Se morrer não fora o fim
Seria um fim morrer
para algo dele se dizer
joa d'Arievilo
***
AMENDOINS
Não sou capaz. Bem tento que ele venha,
o tal olhar diagonal das coisas,
mas as pessoas surgem
-me tão sérias,
tão capazes nos seus discernimentos.
À minha frente agora, por exemplo,
um grupo com cerveja e amendoins.
Se fosse um tempo antes, conseguia
fazer de amendoins um qualquer tema,
descascar um poema devagar
feito de amendoins, cerveja e gente.
Mas tudo me parece tão normal
e os amendoins coisas sensatas
[apanhados do prato vorazmente,
entre
gestos nervosos e correntes
conversas baloiçadas]
Ana Luísa Amaral

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