sábado, 28 de agosto de 2021

Caminhando Sobre a Ahgua e Bebendo Vinho Tinto


As ahguas do Tejo, hoje, jah nawo sorriem como dantes.
Mas, tempos passados, ainda criancya, me sorriram,
qual amante na descoberta do mundo.




Bebendo ais
de inquietacyawo
por partir,

                  no cais,
o navio ali estah
       ansioso
   por sumir
alto-mar afora.

    Eh chegada a hora,
             e 

   todos
    os passageiros 
                        sobem,

sentindo a escada trehmula
    da ansiedade
que todos eles lhe transmitem.
Agora, jah nawo aguarda bons ventos,
soh o tempo de partir, 

se ir, e navegar atlayntico afora
ateh ao ihndico de Mocyambique,
alto-mar que tawo bem jah conhece.

       Um passageiro esconde
a uhltima garrafa de vinho tinto,
    entre a gola e o cinto,
que outras duas estawo na mala.
  Navegar sim,
       mas com uma pinguinha,
    que nawo eh o primeiro,
nem navegante, nem passageiro,
que todo o marinheiro nawo se fazia
                      ao alto-mar,
sem uma pinga do tinto vinho.
         Oh, saudosos tempos ventosos
do navegar, que ele nawo viveu,
mas excita no beber
    para poder apreciar
         as ondas e seu balancyar.

— Ai, Aqui nawo se pode beber!”
         a descobri-lo ak proa, a criancya.
Ele nawo se assusta
   — Nawo sabes nada da vida!” e,
      esfrega a pancya,
     num indescritihvel prazer.
— Mas estavam a dizer, Que
           nawo se pode
beber, No alto-mar! 

— Por isso me escondo,
           E tu nawo
vais contar!
      Imagina os marinheiros
das descobertas,
    Como poderiam
eles tawo longe chegar?
O miuhdo promete com a cabecya,
        e olha o mar
            — Tanto, Tanto mar!!!


Joa d’Arievilo
2021-08-12


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